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Microempresas individuais puxam a criação de empresas em março

O mês de de março registrou a criação de 351.714 empresas no país, um aumento de 17,9% em comparação com igual período de 2020.

A abertura das empresas em março, o último mês com dados consolidados, foi impulsionada pelo crescimento das microempresas individuais (MEIs) e dos negócios do setor de serviços. Os dados, divulgados nesta terça-feira (22), são do Indicador Nascimento de Empresas da Serasa Experian.

Segundo o levantamento, do total de 351.714 empresas criadas em março, 240.166 foram do setor de serviços (68,2%); 81.890, do comércio (23,3%); 26.419, da indústria (7,6); e demais, 3.239 (0,9%). Quanto à natureza jurídica, foram abertas 282.211 MEIs (80,3%); 45.145 sociedades limitadas (12,9%); 10.383 empresas individuais (2,9%); e 13.965, outros tipos (3,9%).

“As pessoas seguem optando por investir na abertura de empresas para geração de renda, já que o desemprego continua em alta”, destacou o economista da Serasa Experian Luiz Rabi.

Em comparação à março do ano passado, as sociedades limitadas tiveram o maior crescimento do mês, com alta de 67,3%. “O aumento desse tipo de empresa pode indicar que os empreendedores estão preferindo trabalhar em sociedade para garantir, principalmente, apoio financeiro em meio à crise econômica, já que o investimento inicial costuma ser decisivo para garantir a saúde e o sucesso do novo negócio”, ressaltou Rabi.

O Sudeste registrou o maior número de empresas abertas (178,3 mil), seguido do Sul (63,7 mil), Nordeste (58 mil), Centro-Oeste (31,7 mil), e Norte (19,7 mil).

Fonte: Agência Brasil

MP levará Brasil ao top 100 do “Doing Business”, diz relator

Segundo deputado Marco Bertaiolli, MP do ambiente de negócios deve ser votada na próxima semana

GUILHERME WALTENBERG – Poder 360

O relator da MP 1.040Marco Bertaiolli (PSD-SP), diz que o objetivo da nova lei é melhorar o ranqueamento do Brasil no relatório Doing Business, do Banco Mundial. Hoje, o país ocupa a 124ª posição dos 190 países avaliados. A melhora nessa colocação, afirma, deve ter como resultado um aumento nos investimentos estrangeiros no país.

Investimentos mundiais são lastreados em dados econômicos. Esses dados do Banco Mundial são usados em companhias e fundos para realizar investimentos“, disse, em entrevista ao Poder360. Assista (24m55s):

A medida ficou conhecida como MP do ambiente de negócios. E Bertaiolli afirma que, somada a outras duas medidas recentes, deve colocar o Brasil entre os 100 primeiros colocados da lista. O objetivo da equipe econômica é escalar 50 posições.

Brasil tomou atitudes, como aprovar a lei liberdade econômica, que deve produzir efeito. Teve também o contribuinte legal. Agora, com essa medida, devemos avançar mais umas 20 posições. Achamos que com essas três já devemos estar no top 100“, disse.

Marco Bertaiolli é paulista de Mogi das Cruzes. É administrador de empresas e tem 53 anos. Foi prefeito da sua cidade duas vezes e está no seu 1º mandato como deputado federal. Até o momento, focou na relatoria de temas relacionados à redução na burocracia. Ex-comerciante, ele começou a carreira política como presidente de uma associação local. Além da MP 1.040, foi relator da MP 899, do contribuinte legal.

VOTAÇÃO

Na Câmara, há acordo para votar a medida nesta semana. O relatório foi apresentado há duas semanas. Nos últimos dias, Bertaiolli se reuniu com lideranças partidárias e com equipes do ministério da Economia.

“Todas as alterações que foram feitas foram adequadas e sintonizadas com o ministério da economia. Estamos na fase de diálogo com os partidos da Câmara”, disse.

 

Fonte: Comunicação Fenacon

CNC aponta melhorias no mercado de trabalho e retomada no consumo

Índice revela alta de 2,1% em junho, considerando ajuste sazonal
Consumo

O indicador Intenção de Consumo das Famílias (ICF), divulgado nesta segunda-feira (21), pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), ficou em 67,5 pontos, revelando alta de 2,1% em junho, considerando o ajuste sazonal. De acordo com a CNC, apesar do aumento, esse foi o menor nível desde agosto de 2020 (66,2 pontos) e o pior junho da série histórica iniciada em 2010. Em comparação a junho do ano passado, o ICF baixou 2,6%.

A economista da CNC responsável pela pesquisa, Catarina Carneiro da Silva, disse a Agência Brasil que todos os indicadores tiveram crescimento. “Todos eles colaboraram de alguma forma”. Apontou que as famílias registraram expectativas positivas sobre o mercado de trabalho tanto no curto quanto no longo prazo, o que permitiu a retomada no consumo. O ICF de junho repetiu o número obtido em maio, mas teve uma melhora em função do ajuste sazonal, explicou a economista. Catarina chamou a atenção para a parte do emprego, que foi o maior indicador do mês. “Tanto o emprego atual, como em perspectiva profissional tiveram aumento”.

Segundo ela, isso tem a ver com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) que estão vindo positivos nos últimos meses. “ Isso está animando os consumidores e a renda atual também, que teve crescimento com o auxílio emergencial, que está sendo disponibilizado e está amenizando as dificuldades das famílias, incentivando o consumo”.

Retomada

O indicador de renda atual cresceu 1,5% no mês, mesmo atingindo seu menor nível histórico (74,2 pontos). Por outro lado, o indicador de perspectiva de consumo (64,3 pontos), que apresentou o maior avanço em junho (+6,5%), teve redução na percepção de menor expectativa de compra (56,9 pontos). Enquanto isso, o indicador de emprego atual permaneceu como o maior índice do mês (86,4 pontos), seguido por perspectiva profissional, com 76,3 pontos.

Para que haja uma retomada do consumo, Catarina Carneiro da Silva afirmou que a população precisa estar totalmente vacinada. “Para reativar totalmente o consumo, as pessoas que estão inseguras para sair precisam estar vacinadas e precisam estar seguras também em relação à economia, ter seu emprego e seu salário normalizado. Só com vacinação que tudo vai se normalizar e as pessoas vão poder consumir tanto quanto gostariam”, sinalizou.

De acordo com a pesquisa da CNC, do total de 18 mil famílias consultadas, a maioria dos entrevistados (43,2%) apontou que a renda de sua família piorou em relação ao ano passado, contra 42,9% no mês anterior e 37,9% em junho de 2020. No entanto, com o ajuste de sazonalidade, o índice apresentou crescimento de 1,5%. A maior parte dos entrevistados (35,5%) respondeu que se sente tão segura com seu emprego quanto no ano passado, maior percentual da série histórica e uma proporção acima do mês anterior (34,3%) e do que em junho passado (31,3%). Ao contrário de maio passado, quando o item havia sido destaque negativo, em junho o tema voltou a ser o maior marco do mês.

Catarina lembrou que a pandemia começou no Brasil em março de 2020 e, em junho, o país já estava com problemas no mercado de trabalho. “Então, é uma melhora mas, de qualquer maneira, bom mesmo seria quando chegasse na parte mais segura”. Disse que, em fevereiro, a maior parte das famílias se sentia insegura. De março em diante, essa parcela passou a se tornar mais segura e maioria. “Ou seja, a gente já está melhorando. Desde então essa parcela vem melhorando e se sobressaindo. O mercado de trabalho está se fortalecendo e puxando o consumo”.

Fonte: Agência Brasil

Veja como fica o rendimento da poupança com a alta da Selic para 4,25% ao ano

Caderneta de poupança passa a ter retorno de 0,25% ao mês e de 2,98% ao ano, mas deve continuar perdendo para a inflação. Em maio, rendimento real da aplicação financeira foi o pior dos últimos 30 anos.

 

Com a elevação da taxa básica de juros (Selic) para 4,25% ao ano, a caderneta de poupança passará a render um pouquinho mais. A rentabilidade passará a ser de 0,25% ao mês e 2,98% ao ano, segundo cálculos da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac).

Antes, com a Selic a 3,5% ao ano, o rendimento da aplicação financeira mais popular do país estava em 0,20% ao mês e de 2,45% ao ano.

Nesta quarta-feira (16), o Copom (Comitê de Política Monetária) elevou a Selic pela terceira vez consecutiva, de 3,50% para 4,25% ao ano, confirmando as expectativas do mercado.

Mesmo rendendo um pouco mais, vale lembrar que a poupança vem perdendo para a inflação há meses. Já são 9 meses seguidos que a modalidade amarga uma queda no poder de compra.

Pela regra em vigor desde 2012, quando a Selic está abaixo de 8,5% a correção anual da caderneta de poupança é limitada a um percentual equivalente a 70% dos juros básicos mais a Taxa Referencial (TR, que está em zero desde 2017).

Simulação de aplicação de R$ 10 mil

 

Veja como fica um rendimento de R$ 10 mil na poupança num prazo de 12 meses, considerando a manutenção da nova taxa de retorno, segundo simulações do diretor executivo da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira:

  • Antes: rendimento era de R$ 245 (totalizando R$ 10.245 ou 2,45% ao ano)
  • Agora: rendimento será de R$ 298 (totalizando R$ 10.298 ou 2,98% ao ano)

 

Vale destacar, porém, que os depósitos feitos até abril de 2012, na chamada “poupança velha”, continuam rendendo 0,50% ao mês e 6,17% ao ano (ou R$ 617 para cada R$ 10 mil aplicados).

Poupança x inflação

 

Desde setembro do ano passado, a poupança vem perdendo rentabilidade.

Em maio, o retorno em 12 meses, descontada a inflação medida pelo IPCA, foi de -6%, segundo levantamento da provedora de informações financeiras Economatica. Foi o pior rendimento real da poupança desde outubro de 1991, quando o poupador perdeu -9,72% em 12 meses.

Rentabilidade real da poupança em 12 meses — Foto: Economia G1

Rentabilidade real da poupança em 12 meses — Foto: Economia G1

Em maio, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) foi de 0,83% e a inflação oficial do país atingiu 8,06% em 12 meses.

Os economistas do mercado financeiro projetam atualmente uma taxa de 5,82% para o IPCA em 2021, acima do teto da meta do governo para o ano, que é de 5,25%. Já a previsão para a Selic no fim de 2021 está em 6,25% ao ano, o que embute novas altas na taxa de juros nos próximos meses.

Outros investimentos em renda fixa

 

A elevação da Selic também tende a melhorar a rentabilidade de outras aplicações financeiras em renda fixa, como investimentos em títulos públicos, vendidos por meio do Tesouro Direto, além de Certificado de Depósito Bancário (CDB), Letras de Crédito Imobiliário (LCI), Letras de Crédito do Agronegócio (LCA), Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI) e do Agronegócio (CRA).

Embora a poupança deva continuar perdendo para a inflação, a Anefac destaca que a modalidade continuará se destacando, por exemplo, frente aos fundos de renda fixa, principalmente sobre aqueles cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano.

Vale lembrar que os rendimentos da caderneta de poupança são isentos do pagamento de imposto de renda e de taxas de administração. Numa aplicação no CDB, por exemplo, o investidor precisaria obter uma taxa de juros de cerca de 85% do CDI para ter a mesma rentabilidade líquida da poupança, já que as aplicações em CDB pagam IR de acordo com o prazo de resgate da aplicação, destaca a Anefac.

Ministério da Economia divulga relatório do comércio exterior brasileiro de serviços

Publicação da Secex será anual, com informações detalhadas do comércio exterior de serviços no Brasil em 2020, além de análise da série histórica desde 2005

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia (ME) divulgou nesta quarta-feira (16/6) o primeiro Relatório Anual do Comércio Exterior Brasileiro de Serviços. O documento analisa detalhadamente o comércio de serviços no ano de 2020, discriminando principais origens das importações, destinos das exportações e tipos de serviços comercializados, além de apresentar uma seção dedicada à dinâmica do segmento desde 2005.

 

“O setor de serviços é não só extremamente importante para a geração de renda no país, representando cerca de 70% do PIB, como tem se mostrado cada vez mais relevante para a competitividade de outros setores da economia, como a indústria”, destaca o secretário de Comércio Exterior, Lucas Ferraz.

O setor de serviços é não só extremamente importante para a geração de renda no país, representando cerca de 70% do PIB, como tem se mostrado cada vez mais relevante para a competitividade de outros setores da economia, como a indústria”, Lucas Ferraz, secretário de Comércio Exterior.

Segundo ele, essa será uma publicação anual da Secex, com o objetivo de apresentar de maneira simples e acessível para a sociedade as informações do comércio exterior brasileiro de serviços, estabelecendo também um espaço para fomento de debate e discussão sobre o setor.

Com a edição do Decreto nº 9.745 de abril de 2019, a Secex passou a ter a competência de definir e implementar estratégias de produção, análise e disseminação de dados e informações estatísticas do comércio exterior de serviços. Além disso, começou a administrar o Siscoserv, sistema que registrava as informações relativas às transações externas de serviços, mas acabou sendo definitivamente desligado em agosto de 2020, após avaliação e conclusão de que já não atendia mais os objetivos para os quais havia sido construído.

Qualidade internacional 

“Hoje, com as informações coletadas e divulgadas pelo Banco Central a partir dos contratos de câmbio, o Brasil produz dados com alta qualidade e segundo as recomendações dos manuais internacionais de estatísticas de serviços. Com a publicação desse relatório, apresentamos um olhar analítico do comércio exterior brasileiro de serviços, a partir de dados confiáveis e comparáveis internacionalmente”, explica Ferraz.

Ele destaca que o desligamento definitivo do Siscoserv gerou economia à União e desburocratização para os operadores privados. “Só em 2019, aproximadamente 5,4 milhões de registros foram feitos no sistema, que gerava um custo de R$ 24 milhões anuais aos cofres públicos”, salienta.

O Relatório Anual do Comércio Exterior Brasileiro de Serviços foi elaborado pela equipe de estatísticas da Secex, com dados que seguem as recomendações e a nomenclatura do Manual de Estatísticas de Comércio de Serviços, o MSITS de 2010, publicado pela Organização das Nações Unidas (ONU).

O novo documento está disponível para consulta na página da Secex.

Fonte: Ministério da Economia