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Sem dar detalhes, Bolsonaro fala em redução de impostos

IMAGEM: Agência Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira, 11/06, que, após a aprovação da reforma da Previdência, o ministro Paulo Guedes vai entrar em campo para desburocratizar e diminuir impostos.

A uma plateia de empresários, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), ele frisou a Guedes: “Paulo, em quantidade e porcentual também, quero deixar claro”.

Ele afirmou ainda aos empresários que eles têm um governo aberto ao setor produtivo. “Nunca os senhores terão um governo tão aberto para os senhores”, disse. 

Ele disse ainda que é necessário se preocupar com a Argentina e que cada um tem que fazer o que puder pelo país vizinho. “O que nós juntos pudermos fazer, temos que fazer, não podemos ficar esperando”, mas sem dar mais detalhes dos planos que estão na mesa. 

GUEDES

Bolsonaro disse que, ao conhecer o ministro Paulo Guedes, antes mesmo da campanha presidencial, “tinha ideias diferentes” às do economista, mas afirma ter se convertido. “Eu me converti à economia de Paulo Guedes”, disse, completando: “Nasceu quase uma paixão entre nós”. 

Ele frisou que deu carta branca ao ministro, bem como aos outros chefes de pastas, e “100% de autoridade para compor o ministério”.

MEIO AMBIENTE

Bolsonaro disse no evento que poucos resistiriam às pressões que ele tem enfrentado na cadeira presidencial. “Mas quanto maiores as pressões, mais vontade eu tenho de continuar, com mais força eu continuo”, disse. 

Ele elogiou ainda a atuação do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales. Segundo o presidente, “Sales tem conseguido fazer um casamento entre meio ambiente e a produção”. E ressaltou que autorizou o ministro a “meter a foice em todo mundo”, de forma a retirar dos cargos-chave pessoas extremistas. “Não quero xiita ocupando esses cargos.” Após ter passado por momentos delicados com o Congresso, ele agradeceu também aos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre, na votação de projetos ambientais.

SISTEMA S

Depois de várias sinalizações de Guedes de que pretende cortar recursos do Sistema S, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, chamou alunos premiados do Sesi, que faz parte do sistema, para cumprimentar o ministro e o presidente Jair Bolsonaro.

Subiram ao palco alunos premiados em competições de robótica e em competições esportivas. Os estudantes também tiraram fotos ao lado de Guedes e Bolsonaro.

Fonte: Estadão

Guedes diz que exigir contribuição de empresas na capitalização gera desemprego

Exigir contribuição de empresas na capitalização , como quer o relator do texto da reforma da Previdência , vai gerar o desemprego entre jovens, afirmou o ministro da Economia Paulo Guedes , durante audiência pública na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmra dos Deputados. 

“Pode colocar (encargo sobre as empresas e capitalização ), mas começa a ter desemprego entre os jovens também”. disse o ministro.

Samuel Moreira (PSDB-SP), relator da Previdência na Comissão Especial, defende que o empregador também pague para a aposentadoria do trabalhador no novo regime previdenciário.

Além do debate sobre a reforma, Guedes disse que nas próximas quatro semanas é possível que o governo anuncie um acordo comercial com a Argentina. O ministro também espera avanços nas negociações entre Mercosul e União Europeia, cujas conversas se arrastam há cerca de duas décadas.

“Nós quando entramos dissemos que não queríamos ficar só conversando. Alguém que conversa 20 anos com você e não faz nada não quer fazer negócio”, afirmou o ministro, que disse ter sido “relativamente duro” nessas negociações.

Numa tentativa de apresentar um projeto para a economia do país, o ministro ressaltou que planeja acelerar as privatizações, além de evitar novas contratações no serviço público, deixando o assunto da capitalização em segundo plano na discussão

Fonte: IG Economia

Guedes: governo pode rever deduções e reduzir alíquotas do IR

Guedes: governo pode rever deduções e reduzir alíquotas do IR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, durante audiência pública na Comissão Mista de Orçamento. Guedes fala sobre o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentarias (LDO) 2020.

As deduções da tabela do Imposto de Renda (IR) podem ser revistas, em troca de uma alíquota menor, disse hoje (14) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em audiência pública na Comissão Mista de Orçamento (CMO), ele declarou que o governo pretende tratar do tema na discussão das desonerações e isenções que constará da proposta de reforma tributária.

“Os mais pobres gastam [cerca de] R$ 100 bilhões e dão R$ 20 bilhões para os mais favorecidos? Tem algo errado. Claro que tem que olhar isso. À medida que o país fica mais apertado, tem que escolher onde vai reduzir. Esse tema será revisto na proposta de reduzir todas as alíquotas e tirar deduções”, declarou o ministro.

Ele respondeu a uma pergunta da senadora Kátia Abreu (PDT-TO), que disse que o Orçamento destina R$ 108 bilhões por ano ao Sistema Único de Saúde (SUS) para os mais pobres, enquanto o gasto anual com deduções de saúde e educação corresponde a R$ 20 bilhões. “Temos que examinar nosso Orçamento e remover sinais de favorecimento para quem tem mais. Chega a hora em que não há mais recursos públicos para esse tipo de favor”, acrescentou Guedes.

O ministro explicou que pretende trabalhar em conjunto com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para construir uma proposta de reforma tributária. A ideia, segundo Guedes, consiste em unificar a proposta que tramita na Casa sobre o tema com sugestões da equipe econômica. “O Rodrigo Maia falou que vai reativar a proposta aqui, dando apoio ao encaminhamento à proposta do [ex-secretário de Política Econômica Bernard] Appy. Nós ativamos a nossa de cá e, quem sabe, trabalhamos juntos e fazemos a coisa acontecer”, disse.

Guedes explicou que a principal divergência da equipe econômica em relação à proposta que tramita na Câmara diz respeito ao Imposto sobre Valor Adicionado (IVA). O texto no Congresso previa a unificação de tributos federais, do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) dos estados e do Imposto sobre Serviços (ISS) dos municípios em um único imposto que seria compartilhado entre União, governos estaduais e prefeituras.

O governo atual pretende unificar apenas os tributos federais num IVA e deixar aos estados e municípios a opção de aderir. “É mais viável juntar os impostos federais e juntar tudo num IVA. Não achamos que nós devemos ter o poder de ir a um estado e dizer que deve aderir a um imposto. Podemos sugerir, não impor”, explicou.

Tabela

Em relação à declaração do presidente Jair Bolsonaro de que pretende corrigir a tabela do Imposto de Renda, Guedes disse que ainda está esperando o momento certo para conversar com o presidente e demonstrar o impacto fiscal da proposta. Ele disse que o governo não tem como abrir mão de uma receita de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões por ano num momento em que pretende economizar em torno de R$ 100 bilhões por ano (cerca de R$ 1,1 trilhão em dez anos) com a reforma da Previdência.

“Quando há um problema desse, eu normalmente não falo. Eu fico quieto, espero para conversar com o presidente. Estamos no meio de uma batalha, que é a reforma da Previdência. Não adianta me distraírem e me chamarem para uma outra guerra. Eu estou focado nesta”, declarou.

O ministro atribuiu a técnicos da pasta o vazamento do cálculo de que a correção retroativa da tabela do Imposto de Renda, sem mudanças desde 2015, provocaria impacto de R$ 50 bilhões a R$ 60 bilhões por ano. “Na hora em que estamos fazendo uma reforma da Previdência para conseguir R$ 100 bilhões de economia [por ano], alguém chega e fala para dar R$ 60 bilhões para todo mundo, começa a confundir as coisas. Então, vazou um negócio. Agora, eu concordo que toda vez que não se atualiza [a tabela], aumentam os impostos. Se não atualizou, tributou mais”, explicou.

Guedes também criticou a pejotização – brechas na legislação que permitem a pessoas físicas trabalharem como pessoas jurídicas e pagarem menos Imposto de Renda. “A pejotização é uma forma de elisão fiscal. Temos que acabar com isso. Inclusive, essa é uma forma muito presente entre os economistas”, declarou o ministro.

Convidado para discutir o projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2020, Paulo Guedes deixou a audiência depois de pouco mais de três horas. O ministro foi reunir-se com Jair Bolsonaro horas antes da viagem do presidente a Dallas, onde receberá uma homenagem. Guedes fará parte da comitiva.

Fonte: Agência Brasil