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Euclides Locatelli defende ações para micro e pequenas empresas

Diretor do SESCAP-PR participou da reunião do Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Paraná – FOPEME

O fomento aos pequenos negócios do Paraná tem sido amplamente discutido pelo Fórum Permanente das Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Estado do Paraná – Fopeme. E o SESCAP-PR, representado pelo diretor de Assuntos Legais, Euclides Locatelli, está participando destes debates. O mais recente aconteceu nesta quarta-feira, dia 12, no Palácio das Araucárias, em Curitiba.

O fórum reúne grupos técnicos relacionados à tecnologia, acesso ao crédito para empresas, à desburocratização tributária, dentre outros assuntos que impactam nos empreendimentos do Estado, em especial naqueles que estão em sua fase inicial. A partir de grupos de estudos paralelos, são apresentados projetos que visam estimular o desenvolvimento econômico.  

Nesta reunião, foram apresentados dois projetos, um relacionado ao acesso de micro e pequenas empresas à inovação e tecnologia e outro de acesso ao crédito, por meio de cooperativas que garantem juros menores aos empreendedores paranaenses.

Além disso, o diretor do SESCAP-PR ressaltou a importância de garantir a capacitação técnica para impulsionar os novos negócios e aqueles de pequeno porte. “O empreendedor inicial precisa que alguém o auxilie com conhecimento, para que aprenda a parte técnica. E o SESCAP-PR é uma entidade que proporciona essa qualificação, e que ainda pode desenvolver novos programas que contemplem essa expectativa”, afirmou.

Fonte: Fenacon

Paraná fica três meses sem soja para combater ferrugem asiática

Por determinação da Adapar, de 10 de junho a 10 de setembro lavouras não podem conter plantas de soja. Penas vão de multas até interdição da propriedade

Começou nesta segunda-feira (10) o período chamado de vazio sanitário da soja, no qual os produtores ficam expressamente proibidos, por três meses, de ter plantas da oleaginosa em suas lavouras. A medida tem como objetivo reduzir a incidência dos esporos de um temido fungo, o Phakopsora pachyrhizi, causador da principal doença que tira o sono dos sojicultores: a ferrugem asiática.

A doença tem potencial de prejuízos bilionários e até mesmo de inviabilizar a continuidade da cultura, caso não sejam tomadas as devidas precauções. No último ciclo, por exemplo, houve o registro de 58 casos no Paraná. O Estado foi o vice-campeão nesse quesito, atrás apenas do Rio Grande do Sul, com 127 casos. O Mato Grosso do Sul foi o terceiro com maior incidência: 54 casos. Os dados são do Consórcio Antiferrugem.

A engenheira agrônoma do SENAR-PR Flaviane Medeiros enfatiza que no período de 10 de junho a 10 de setembro, conforme portaria da Agência de Defesa Agropecuária (Adapar), nenhuma planta de soja deve existir nas lavouras paranaenses. “O período é importante porque interrompe o ciclo do causador da ferrugem asiática, que é um fungo biotrófico, ou seja, precisa da planta viva de soja para sobreviver. Esse período de vazio sanitário interrompe esse ciclo e reduz a incidência do fungo na hora que for ocorrer o plantio, a partir de 10 de setembro”, explica.

Ainda de acordo com a técnica do SENAR-PR, é comum que na hora da colheita da soja fiquem sementes que caem da colheitadeira no solo, gerando o que se configura como plantas voluntárias. “As plantas acabam emergindo na lavoura. A recomendação é que se eliminem todas essas plantas. O produtor vai lá e faz a capina ou passa algum herbicida que mate essas plantas de soja”, pontua.

Flaviane explica que é impossível eliminar o fungo por completo. Mas, com essa medida, de deixar o solo sem plantas hospedeiras, o que acontece é um retardamento no aparecimento da ferrugem na próxima safra. “É importante lembrar que a determinação é feita por meio de portaria e é obrigatória”, lembra. Os produtores estão sujeitos desde multas até a interdição da propriedade caso não cumpram as recomendações.

Prejuízos bilionários

A Embrapa Soja, com sede em Londrina, no Norte do Paraná, estima que o controle da ferrugem asiática, por safra, consuma, em média, US$ 2,8 bilhões. As estratégias de manejo da doença são: o vazio sanitário, a utilização de cultivares precoces, a semeadura no início da época recomendada, o uso de cultivares com genes de resistência e o uso de fungicidas. Estes últimos vêm, em sua maioria, tendo sua eficiência reduzida a cada ano.

Para ajudar os produtores a ter mais informações sobre como estão os estudos sobre o uso de produtos químicos, manejos, focos de incidência e outras informações importantes, a Embrapa possui o seguinte site: www.embrapa.br/soja/ferrugem . Outra fonte importante de dados sobre o assunto é o site do Consórcio Antiferrugem: www.consorcioantiferrugem.net .

Fonte: Sistema FAEP/SENAR-PR

Paraná é o quarto em formalização de empresas no Brasil

O Paraná é o quarto estado com maior índice de formalização de empresas no País: 39% do total. Os dados são de um estudo do Sebrae, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD/IBGE). Embora alto em relação a outras regiões, o número paranaense ainda pode evoluir, conforme avalia o gerente de Ambiente e Negócios Empresariais do Sebrae/PR, Cesar Rissete. “Em função do dinamismo do nosso agronegócio e dos serviços, temos um desempenho melhor do que outros estados. Mas há um espaço significativo para crescer: são mais de 1 milhão de pessoas que trabalham sem CNPJ ou por conta própria, segundo os dados da PNAD”, analisa.

Rissete observa que é expressivo o número de pessoas ainda na informalidade, o que abre uma oportunidade de aprofundar políticas públicas de apoio às micro e pequenas empresas, não só para que se preparem para a formalização, mas para se manter vivas. “Do total, 40% das empresas brasileiras ainda não passam do quinto ano de vida”, afirma Rissete.

Uma curiosidade do levantamento é que a agropecuária é a atividade nacional em que a informalidade mais pesa, abrangendo 92% dos negócios no segmento. No Paraná, entretanto, o campo, que é uma das bases da economia estadual, tem ajudado a criar mais negócios formais. “Aqui, temos mais agroindústrias e um movimento forte das cooperativas. É uma condição competitiva diferente. As cooperativas têm investido forte na industrialização, num dos setores em que a gente mais viu anúncios de investimento. E isso gera toda uma base de serviços, acaba puxando um conjunto fornecedores na cadeia, estimulando a formalização de empresas”, pontua Rissete.

No Brasil, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste, o empreendedorismo ainda é profundamente marcado pela informalidade. Os dados do IBGE mostram que, dos 28,4 milhões de donos de negócio no País, cerca de 1/3 não possui CNPJ, característica que é determinada por aspectos estruturais, em especial a escolaridade. A formalização de empresas brasileiras cresce conforme aumenta a escolaridade. Empreendedores que têm curso superior apresentam índices de formalização quase 20 vezes acima em relação àqueles sem instrução (57% x 3%).

8ª edição da Via Tecnológica do Leite movimenta setor leiteiro do Sudoeste

Está chegando a hora. De 13 a 15 de junho, no Centro de Eventos do Parque de Exposições de Francisco Beltrão, será promovida a 8ª edição da Via Tecnológica do Leite. Na programação constam palestras, exposição e julgamentos de bovinos da raça Holandesa e do Clube da Bezerra, além de eventos culturais. A Via acontece a cada dois anos e se tornou um dos principais acontecimentos do setor leiteiro do Paraná, reunindo produtores, agrônomos, veterinários, zootecnistas, técnicos e convidados de toda região.

A produção de leite no Sudoeste vem crescendo constantemente e se tornou o sustentáculo das pequenas propriedades, gerando renda e oportunidades para as famílias rurais, com participação expressiva na economia da maioria dos municípios. A Via envolve toda a cadeia produtiva do leite. De forma conjunta são debatidas as ações e rumos da atividade.

Conforme a secretária municipal de Agricultura, Maria Lucia Matarezi, durante o evento acontecerá o encontro de entidades ligadas à cadeia produtiva, além de palestras direcionadas a atividade leiteira. “A cada edição a Via vem crescendo graças à integração e conexão dos segmentos públicos, privados e demais organizações que trabalham com o objetivo de ampliar as oportunidades para a tecnologia e renda das propriedades rurais”, diz Maria.

A realização é da Administração Municipal de Francisco Beltrão, por meio da secretaria municipal de Agricultura, Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Instituto Emater, Associação Empresarial, Sociedade Rural e Bonetti AgroNutri, contando  apoio da Cresol, Pionner, Ordemaster, Sicoob, Primato, Macrogen, CRV Lagoa, Senac, Semex, Concen, Sistema Faep, Tortuga, Agrária Nutrição Animal e a indústria Rumo.

Clube da Bezerra

A Via também se tornou uma vitrine para mostrar o trabalho realizado no município pelo Clube da Bezerra, formado por crianças e adolescentes com idade entre 5 e 14 anos que residem no meio rural. O clube é coordenado pela secretaria municipal de Agricultura.

Os animais do clube serão julgados no dia 15 de junho. Os cinco melhores serão premiados. O objetivo é incentivar crianças e adolescentes a continuar no campo. Para tanto são capacitados sobre manejo, trato e criação das bezerras. “Nossa meta é envolver as crianças nas atividades da família e da produção para que elas cresçam neste ambiente e continuem no campo, promovendo a sucessão familiar”, esclarece Maria.

Programação

13/06 – Quinta-feira:

09h00: Abertura oficial no auditório do Centro de Eventos

09h25: Milk Break

09h30: Palestra: Perspectiva e Desafios da Produção de Leite na Região Sul do Brasil. Palestrante: Airton Spies

11h00: Palestra: Perspectiva Case de Sucessos da Granja Cichelero. Palestrante: Daniel Cichelero.

14h00: Palestra: Seleção de Acasalamento Genômico. Palestrante: Rafael Tavares Ribeiro.

19h00: Palestra: Fatores que determinam o Sucesso de um Produtor de Leite. Palestrante: Mikael Neumann.

20h30: Jantar e apresentações artísticas do CTG Recordando os Pagos.

Prato: Carreteiro

14/06 – Sexta-feira:

09h15: Milk Break

09h30: Palestra: Como obter Produtividade com Qualidade. Palestrante: Robson Fernando de Paula.

10h30: Palestra: Empreendedorismo e Sucessão Familiar: Caso de sucesso. Palestrante: Marlene Kaiut.

11h30: Palestra: Empoderamento Feminino. Palestrante: Flávia Saturnino de Sá.

14h00: Julgamento e ranqueamento de Animais

19h00: Palestra: Sinais da Vaca. Palestrante: Samuel Hylario.

20h30: Jantar e Apresentações Artísticas pelo CTG Herdeiros da Tradição. Chegada da Cavalgada da Lua Cheia.

Prato: Vaca Atolada

15/06 – Sábado:

07h00: Mateada e sapecada de pinhão com gravação do Programa Cheiro de Galpão pelo CTG Rancho Crioulo.

10h30: Julgamento do Clube da Bezerra.

12h30: Almoço: Tertúlia e Gaitas com o CTG Herdeiros da Tradição/Rancho Crioulo.

Prato: Costelão de Fogo de Chão

Fonte: Assessoria de imprensa PMFB

  

Curso “Liderança Rural” já está disponível aos sindicatos rurais

Os sindicatos rurais de todo o Paraná já podem formar turmas para receber o curso Liderança Rural, disponibilizado pelo Sistema FAEP/SENAR-PR, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Paraná (Sebrae-PR). A iniciativa faz parte das estratégias do Programa de Sustentabilidade Sindical, desenvolvido pela Federação desde o início de 2018 e tem como objetivo potencializar a capacidade transformadora dos líderes do setor e fomentar o surgimento de novos protagonistas do campo.

Na segunda quinzena de maio, o presidente da FAEP, Ágide Meneguette, enviou um ofício a todos os sindicatos rurais, informando que o curso Liderança Rural já está disponível. Para receber o curso, cada sindicato deve mobilizar seus associados e produtores de sua área de abrangência e formar turmas de 20 a 25 pessoas. Os módulos poderão ser realizados de julho a novembro deste ano.

“Esse curso foi apresentado no 1º Encontro Regional de Líderes Rurais. Agora, damos sequência à nossa estratégia de fortalecer o sistema sindical, por meio da formação de novas lideranças. Já tivemos uma turma-piloto e os resultados obtidos foram muito bons. Neste mundo em plena transformação, quem não se atualiza, fica para trás. E, mais uma vez, o Sistema FAEP/SENAR-PR sai na frente”, diz Meneguette.

Curso

O curso Liderança Rural foi desenvolvido pelo Sebrae-PR especificamente para o produtor rural, a partir de demandas e parâmetros solicitados pela FAEP. Em decorrência disso, chegou-se a uma capacitação em dois módulos, que totalizam 24 horas, dividas ao longo de três dias de atividades. Um dos responsáveis pelo treinamento, o consultor Celso Garcia, do Sebrae-PR, revela que o foco da capacitação é dar instrumentos aos participantes para que possam refletir sobre o próprio papel e, a partir disso, exercer papel de liderança.

“O programa foi desenvolvido de forma muito dinâmica, com foco central no comportamento humano. A gente quer criar condições para que as pessoas se percebam e que possam, com isso, promover mudanças estratégicas no seu jeito de ser e, por consequência, se tornarem líderes mais efetivos”, aponta.

Fonte: Sistema Faep