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Logística reversa de embalagens de agroquímicos do Brasil é a melhor do mundo

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Por André Amorim

O produtor rural paranaense já sabe: depois de utilizar um produto agroquímico, precisa lavar a embalagem três vezes (tríplice lavagem) e encaminhá-la para a reciclagem. Desde o ano 2000 essa prática faz parte da rotina do homem do campo, que consolidou o Brasil como o maior recolhedor deste tipo de embalagem no mundo.

No centro deste trabalho está o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), entidade sem fins lucrativos formada pelas associações das indústrias de agroquímicos no Brasil, para dar conta de uma legislação que obriga os fabricantes a realizarem a logística reversa das embalagens. Ou seja, as empresas precisam dar o encaminhamento ambientalmente correto destes materiais após o seu uso no campo.

De acordo com o coordenador regional de operações do InpEV no Paraná, Fábio Macul, essa história começa ainda antes do ano 2000. Na época do então governador Jaime Lerner foi criado o projeto “Terra Limpa”, que levou o Estado a se tornar o primeiro do país a manter um programa de recolhimento, armazenamento e reciclagem de embalagens de agroquímicos. “Só que o governo estadual descobriu que não tinha o que fazer com aquelas embalagens. E o volume era muito grande”, recorda.

Logo na sequência, a Lei Federal 9.974/00, promulgada em junho de 2000 e regulamentada em 2002, trouxe novidades para o setor ao atribuir a cada agente da cadeia agrícola – produtor, comerciante, fabricante e poder público – a responsabilidade pela devolução das embalagens usadas dos produtos agroquímicos. Nesse contexto, o InpEV surgiu para integrar todos os elos desta cadeia produtiva e gerenciar o sistema de logística reversa.

Desde que entrou em funcionamento, em 2002, o instituto já recolheu mais de 537 mil toneladas de embalagens. O número pode ser conferido no “Embalômetro”, sistema de contagem disponível no site do InpEV (www.inpev.org.br) que aumenta a cada minuto, conforme mais material é recolhido.

Hoje, segundo Macul, o índice de devolução das embalagens usadas no Brasil é de 94%. Para efeito de comparação, em segundo lugar no ranking mundial vem a Alemanha, com 70%, e, na sequência, o Canadá, com 65%. “Nós somos reconhecidos no mundo como excelência no tratamento desses resíduos. Recebemos visitas de outros países para entender como a gente promove a gestão desse negócio num país continental”, diz o coordenador do InpEV.

O Paraná é o segundo Estado brasileiro em volume total de entregas, atrás somente do Mato Grosso. De acordo com Macul, isso poderia se explicar pelo consumo maior destes produtos no Estado do Centro-Oeste. O índice de entregas paranaense é de 98% do utilizado, acima da média nacional.

Do total recolhido, 97% são encaminhados à reciclagem, onde se tornam novos produtos, como embalagens de produtos agroquímicos, fechando o ciclo de vida dos produtos. Os 3% restantes, que por algum motivo não podem ser reciclados, são incinerados.

Para realizar o recolhimento, o InpEV dispõe de uma rede formada por postos e centrais, presentes em diversos municípios. No Paraná são 51 postos de recebimento e 13 centrais, além de 3 mil locais de entrega.

Outra forma de destinar as embalagens é o recebimento itinerante, por meio do qual as associações especificam um calendário para o recolhimento. Desta forma, o produtor sabe que naquele dia será feita a coleta num local perto dele. Basta entrar no site do InpEV e verificar o calendário na região. Em todo Brasil são mais de 5 mil postos de recebimento.

Entrega correta

Parte da responsabilidade no processo de logística reversa cabe ao produtor rural. Antes de destinar a embalagem vazia ao InpEV, é preciso realizar a tríplice lavagem (veja abaixo como efetuar o procedimento). Esse processo é indispensável para a reciclagem e deve ser feita conforme norma específica (NBR 13.968) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

No ato de entrega das embalagens, o produtor deve retirar o comprovante de devolução. O documento, que precisa ficar guardado por cinco anos, é a prova de que o produtor fez a destinação correta da embalagem.

Fonte: Paraná Portal

Brasil registra 121.387 novos postos de emprego formal em agosto

(foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)
Resultado é o melhor para o mês desde o ano de 2012, quando 127 mil vagas foram criadas (foto: Caio Gomez/CB/D.A Press)

Em agosto de 2019, o país abriu 121.387 novos postos de trabalho com carteira assinada. Com o resultado, é o quinto mês consecutivo de resultado positivo no saldo de admissões e desligamentos no país. Também é o melhor número para o mês desde 2012, quando 127.648 vagas haviam sido criadas. 

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados nesta quarta-feira (25/9) pelo Ministério da Economia. Em julho, o saldo foi positivo em 43.820 vagas. No ano de 2019, o único mês com resultado negativo foi março, quando as demissões superaram as admissões em 43.196.


No acumulado de janeiro a agosto, houve alta de 593.467 empregos formais. Já na comparação dos últimos 12 meses imediatamente anteriores, o saldo foi de 530.396.

Considerando o resultado por setores da atividade econômica, seis dos oito campos tiveram criação de vagas. O setor de serviços liderou as altas, com 61.730 novas vagas. Em segundo lugar está o comércio, com 23.626, seguido da indústria de transformação, que registrou 19.517. 


Por outro lado, a agropecuária e o setor de serviços industriais de utilidade pública, apresentaram saldo negativo em 3.341 e 77 vagas, respectivamente. No recorte geográfico, todas as 5 regiões tiveram saldo positivo. A região sudeste liderou com a criação de 51.382 vagas no mês. A região Norte teve o menor número de novos empregos formais, com 10.610. 

Fonte: Correio Braziliense

Aniversário do SESCAP-PR: confira as ações que marcam os 31 anos

Eventos, brindes e sorteios marcam o mês de aniversário da entidade

Ainda dá tempo de aproveitar a programação de aniversário do SESCAP-PR. São eventos, brindes e sorteios que marcam os 31 anos da entidade. “Criamos ações especiais a fim de valorizar os empresários e profissionais que fazem parte da nossa história e todos estão convidados a fazer parte desta programação”, destaca o presidente Alceu Dal Bosco.

Confira algumas ações que ainda irão acontecer:

Em Curitiba, associados ganham uma limpeza dental ao agendar uma avaliação no consultório odontológico. (Atendimento exclusivo em Curitiba). Clientes e participantes dos cursos também concorrerem a um sorteio no fim de setembro de uma bolsa integral de curso de inglês, um vale de agência de viagens, diária e refeição em hotéis.

Em Guarapuava, nesta quarta-feira, dia 25, Associados poderão participar da palestra gratuita “Saúde Integrativa: Como driblar as adversidades do trabalho e manter-se saudável”, com a fisioterapeuta Larissa Schindler Pereira. O evento tem início às 17h30 com um café e, ao fim da palestra, haverá sorteio de brindes. Inscreva-se aqui.

No dia 26 de setembro, a diretora regional de Guarapuava, Gisele Tocheto Goes Piasecki, também participará de uma mesa-redonda na Semana de Contabilidade da Faculdade Campo Real. Ela falará aos estudantes sobre a carreira contábil.

Ações especiais também acontecem nas cidades de Arapongas, Foz do Iguaçu, Francisco Beltrão, Toledo e Umuarama.

Palestra on-line gratuita!

Até o dia 30 de setembro, os associados terão acesso gratuito à palestra “Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais – LGPD”, apresentado pela especialista Lilliana Bortolini, que está disponível de forma on-line no site: www.sescap-pr.org.br/cursos. Inscreva-se já!

Saiba mais!

Acesse www.sescap-pr.org.br e fique por dentro da programação.

Crédito para pequenas empresas alcança maior patamar em dois anos

O avanço do mercado de trabalho informal tem impulsionado a atenção do sistema financeiro no setor, que atingiu um saldo de R$ 538,7 bilhões em julho, alta de 9,1% ante o mesmo mês de 2018

O saldo de crédito para Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs) somou R$ 538,7 bilhões em julho, o maior patamar em dois anos. Apesar do crescente foco no segmento, o maior risco e a lenta recuperação ainda limitam o recuo de juros na ponta.

A carteira representa um aumento de 9,1% em relação ao mesmo mês do ano passado (R$ 493,8 bilhões) e é o maior valor registrado desde julho de 2017, quando totalizava R$ 541,8 bilhões. O saldo para as grandes companhias, por sua vez, apontou uma queda de 7,2% em julho deste ano contra igual período de 2018, de R$ 928,8 bilhões para R$ 862,3 bilhões.

“Temos um ambiente com algum sinal de recuperação e o segmento de PMEs tem muito potencial. Os bancos já estão dispostos a assumir um pouco mais de risco, mas isso também deve acabar refletindo um pouco nas taxas de juros”, explicou o economista do Serviços Central de Proteção ao Crédito (SCPC Boa Vista), Vitor Meira França.

“É importante destacar, porém, que esse é um segmento que cresce pelo atual cenário do mercado de trabalho no País. Focar em MPE é uma fórmula boa para os bancos porque são os que mais estão demandando recursos. Mas é um novo perfil e não devemos ver redução de juros na ponta tão logo”, diz o professor da Saint Paul Escola de Negócios, Maurício Godói.

Bem perto das mínimas históricas, por sua vez, as taxas de inadimplência totais para pessoas jurídicas alcançaram 2,5%, queda de 0,1 ponto percentual (p.p.) ante o mesmo mês de 2018 (2,4%). Já as taxas de juros para o crédito corporativo ficaram em 15,1% ao ano (a.a.), redução de 0,8p.p. na mesma relação (15,9% a.a.).

“Retomar o crescimento econômico é um dos pontos principais para que o mercado de crédito reaja. E só quando o País tiver reação no emprego e no consumo é que poderemos considerar ainda os fatores externos, que também influenciam a confiança e impactam o crescimento do setor de crédito no Brasil”, afirmou o diretor de instituições financeiras da Fitch Ratings para América Latina, Cláudio Gallina.

Em relação ao spread observado em julho, no entanto, houve um aumento de 0,5 p.p. em comparação ao mesmo mês de 2018, de 9,1 p.p. para 9,6 p.p.. Os prazos também mostraram redução de 19,7%, de 68,7 meses para 55,2 meses.

“Ver o avanço da economia até agora é importante”, pondera Godoi. “Os spreads não devem cair no curto prazo porque a condição de risco ainda está elevada, mas o prazo das operações deve dar uma esticada, principalmente em um cenário onde o Banco Central está aumentando algumas estratégias de liquidez financeira, como a liberação do FGTS, por exemplo”, acrescenta.

Em questão das linhas que devem apresentar maior crescimento ao longo dos próximos meses, o especialista reitera as modalidades com garantias reais e operacionais. “Devemos também ter uma redução nas concessões de capital de giro e cheque especial, que acabam sendo mais arriscadas”, conclui Godoi.

Revisão para baixo

A retomada ainda moderada da economia, somada aos altos níveis de desemprego, de endividamento e de comprometimento da renda também acabaram limitando as projeções de crescimento do mercado de crédito para este ano.

A Fitch Ratings – por exemplo – revisou suas projeções do setor para baixo, de um aumento de 11% para uma alta de 7,2%. Até agora, o segmento alcançou avanço de 5,3%.

De acordo com o diretor da instituição, Claudio Gallina, as expectativas são de que mesmo com as medidas para incentivo da economia por parte do governo, o segundo semestre deste ano não demonstrará uma “volta mais intensa”.

“Outro fator que acaba influenciando é que a demanda ainda não voltou. Além disso, a reforma da Previdência, que seria um dos fatores que poderiam beneficiar, já foi muito ventilada”, disse o especialista.

Para França, é preciso que haja maior estabilidade. “O crescimento mais significativo deve vir mais a médio prazo. Ainda há espaço para os juros caírem na ponta, mas pouco. Agora, é preciso retomar consumo e produção”, completa.

Fonte: DCI.com.br

“Aproximação com os EUA pode reerguer indústria de açúcar e etanol no Paraná”

“Enquanto usineiros e produtores sucroalcooleiros do Nordeste brasileiro tentam derrubar o decreto presidencial que aumentou a cota não taxada de importação de etanol norte-americano, os empresários paranaenses veem nessa aproximação comercial uma boa oportunidade para o setor se reerguer no estado. É que, embora a negociação entre Brasil e EUA não tenha sido atrelada a uma contrapartida imediata, abre espaço para uma futura exportação maior de açúcar e de etanol.”

“O decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL), emitido no fim de agosto, elevou de 500 milhões de litros para 750 milhões de litros a quantidade importada de etanol dos Estados Unidos isenta da tarifa de 20%. O movimento irritou usineiros dos estados nordestinos, que têm um cenário de demanda muito acima da oferta. É neste vácuo, aliado à questão logística, que o etanol norte-americano deve entrar. E competindo até de forma confortável, já que é mais barato (ele é feito de milho, grão subsidiado pelo governo Donald Trump).

Ainda que o Nordeste seja um comprador de etanol paranaense, a entrada do made in america não afeta significativamente nosso mercado, já que o volume enviado é irrisório. “Concorremos, sim, com os americanos, mas temos um mercado consumidor muito grande [no próprio estado], além de exportarmos para a Coreia do Sul e mesmo EUA. Ou seja, temos como escoar essa safra”, defende Luiz Eliezer, economista da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep).

Segundo números da Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná (Alcopar), o Paraná até compra etanol de outros estados, em determinados períodos. Produzimos em torno de 1,4 bilhões de litros e estamos consumindo na faixa de 2 bilhões, apontam os números.

Se a concessão do governo brasileiro não afeta a produção paranaense, uma sinalização de aproximação ajuda e muito, na avaliação de Miguel Tranin, presidente da Alcopar Tranin também lidera outros sindicatos deste segmento no estado: de produção de açúcar (Siapar), etanol (Sialpar), biodiesel (Sibiopar) e cogeração de energia elétrica a partir de biomassa e gás (Sibielpar). Ele, que participou das negociações com o governo brasileiro, até admite que o acordo não era a intenção inicial. “A primeira [opção] era acabar com a cota e tarifar tudo. A segunda, ter uma contrapartida, a de que os EUA taxassem menos açúcar brasileiro. A última era prorrogar por mais um ano o limite de 600 milhões de litros. Aí o governo insistiu pelo caminho da abertura [sem contrapartida imediata] para uma aproximação comercial”, destaca.”

“Na opinião de Tranin, é uma estratégica que pode gerar bons frutos para o etanol e o açúcar paranaenses. “Os EUA são um mercado muito interessante. Tem vários produtos de interesse de exportação e se olharmos o cenário como um todo”, diz. “A expectativa do setor é que [a aproximação comercial] possa abrir as portas para outros produtos, ou quem sabe um pouco mais de açúcar no futuro [o açúcar brasileiro é tarifado em US$ 339 por tonelada no país]. Tem muita gente vendo um horizonte muito bom para este produto, que não andava tão bem”, avalia.

Depois de anos de glória (entre 2000 e 2009), em que o açúcar brasileiro viu seu preço quase triplicar, o commodity voltou a patamares “normais” de US$ 0,40 por libra/peso (medida usada para valorar o açúcar), o preço voltou para entre US$ 0,12 e US$ 0,15. Nos últimos anos, a indústria paranaense viu cair a capacidade de processamento de cana de açúcar de 46 milhões de toneladas para 34 milhões de toneladas.

Para o professor de economia Wanderley Soares, é uma aposta. Ele sustenta que a aproximação comercial pode facilitar outros acordos de isenção de taxa que o governo federal estuda com Mercosul e União Europeia. “É uma sinalização interessante, caso se concretize em acordos. Temos um potencial de produção no Paraná, assim como no Brasil, que pode aumentar. Entrar em outros mercados pode trazer ao jogo novamente uma série de usinas que fecharam nos anos de crise e de políticas equivocadas”, avalia.

De acordo com a Alcopar, o setor passou por momentos críticos pós-2015. Das 30 usinas de etanol e açúcar que funcionavam no estado, apenas 20 restaram. Além disso, a produção de cana de açúcar foi “empurrada” para o Norte e Noroeste do estado, já que o plantio de soja e a criação de frango e suíno se mostrou bem mais atraente nos anos recentes.

A área de plantio de cana-de-açúcar ainda está em queda no estado. Pelos números do Companhia Nacional de Abastecimento, a área de corte para 2019/20 está estimada em 534,4 mil hectares, o que representa uma redução de 6,1% em relação à safra anterior. “Essa redução está atrelada à preferência das unidades de produção por áreas mais planas, que sejam aptas para a realização da colheita de forma mecanizada, além da concorrência que o setor enfrenta com outras culturas, como soja e milho, principalmente de fornecedores”, diz o relatório.

No entanto, com alguns sinais de melhora. “De modo geral, a produtividade média prevista, até o momento, é de 66.188 kg/ha, sendo 6,1% maior que o rendimento obtido na temporada anterior, reflexo da renovação das lavouras na última safra, haja vista que lavouras mais novas possuem um potencial produtivo superior”, aponta o Conab.

De olho no mercado mundial

Para Miguel Tranin, a aproximação de Estados Unidos e Brasil pode tornar o etanol de ambos os países mais atrativos para o mercado mundial. “Há alguns anos, sentamos com o governo japonês e uma das inseguranças deles era que só o Brasil produzia etanol. Como é que eles poderiam adotar uma política de etanol a nível nacional com só um fornecedor? E se dá uma frustração de safra? Eles observaram que precisava de mais uma fonte de produção para poder adotar o etanol com segurança e ter mais alternativas comerciais”, relembra.

“E para isso precisamos dos Estados Unidos”, ele indica. Tranin aponta que um dos mercados-alvo é a China, com uma frota de veículos de 320 milhões de unidades para comparar, o Brasil tem 50 milhões de carros. “É um mercado que acenou agora e está chamando muito a atenção do Brasil. Eles estão abrindo a possibilidade de adicionar 10% de etanol à gasolina de sua frota”, ele descreve. É um mercado que deve fazer a alegria de brasileiros e americanos.”

Fonte: Gazeta do Povo